1. Flatten <http://vimeo.com/43272142>

O vídeo parece ser feito pela técnica do stop-motion, porém de forma diferente, o que intriga o espectador a pensar como o vídeo foi produzido. A descrição do vídeo diz que este foi um estudo sobre as formas das comidas a partir do momento que você as achata. A forma com que o vídeo foi produzido trouxe um resultado final bem interessante, fazendo com que as imagens estejam totalmente interagidas com a música. 

2. T-shirt war <http://www.youtube.com/watch?v=DKWdSCt4jGE&feature=my_liked_videos&list=LLlkolZl6o-YUBKrl9Pdz9KA>

Neste vídeo a técnica do stop-motion também é utilizada de forma interessante. Os efeitos demonstrados através das camisetas são totalmente diferentes dos já visto. Alguns elementos presentes nas camisetas “saem” e se tornam reais, tornando o vídeo bem interessante!


3. Deadline <http://www.youtube.com/watch?v=BpWM0FNPZSs>

Outro vídeo que utiliza o stop-motion e post-its que interagem com a pessoa do vídeo. A montagem do vídeo obteve um resultado bem interessante, sendo que até palavras e seus efeitos de transições foram “montados” através do stop motion.


4. Valentino <http://www.youtube.com/watch?v=4nthMeh9sCc>

O vídeoclipe da música Valentino de Diane Birch parece ter sido produzido inteiramente em apenas uma cena. Há a interação de pessoas com uma tela e o efeito obtido com isso foi realmente incrível! É necessária a gravação de várias tomadas para que a cena saia perfeita.

Na arte, o aperfeiçoamento só pode surgir da inadequação”.  O que Kiarostami pretende dizer com isso? 

Para Abbas Kiarostami, o bom cinema não é aquele que pretende mostrar pelas câmeras cada pequeno detalhe, tudo que faça o espectador entender completamente aquilo que o diretor quer lhe mostrar. Isso delimitaria o olhar do espectador ao olhar do diretor, não possibilitando que ele imagine aquilo que está “fora da caixa”.

Kiarostami afirma que “se queremos que o cinema seja considerado uma forma de arte maior, é preciso garantir-lhe a possibilidade de não ser entendido. (…) Penso que, se queremos que o cinema seja considerado uma forma de arte maior, é preciso garantir-lhe a possibilidade de não ser entendido. (…) A única maneira de prefigurar um cinema novo reside em um maior respeito pelo papel desempenhado pelo espectador. É preciso antecipar um cinema “in-finito” e incompleto, de modo que o espectador possa intervir para preencher os vazios, as lacunas. A estrutura do filme, em vez de sólida e impecável, deveria ser enfraquecida, tendo em conta que não se devem deixar escapar os espectadores! Talvez a solução adequada consista em estimular os espectadores a uma presença ativa e construtiva.”

No filme de 2002, 10 (dez), o diretor adota como tema os problemas e dificuldades enfrentadas pelas mulheres iranianas.  Todas as cenas são gravadas dentro de um carro em movimento, no qual a personagem principal, Mania Akbari (nome da própria atriz que dá vida ao personagem), é a motorista. São retratados alguns dias em que Mania dá carona a diferentes pessoas, começando pelo seu próprio filho Amin. Dez cenas são feitas, cada uma com Mania e mais algum outro personagem. Primeiramente demonstra-se a rebeldia de seu filho, que não aceita o fato de a mãe ter separado de seu pai e casado com outro. Há também a irmã de Mania, que é a segunda pessoa a passar por aquele carro. Esta, como professora da escola do sobrinho, relata à mãe sua visão em relação à situação da irmã e aconselha-a. Uma mulher desconhecida à qual Mania decide pedir informações também é uma das personagens, que diz ter doado tudo após a perda de seu marido e filho de apenas 12 anos e, por essa razão, vai à mesquita três vezes todos os dias para orar por todos. Uma prostituta também é uma das passageiras da personagem principal, relatando sua vida. Uma mulher, preste a se casar, também passa pelo carro. Essa também vai à mesquita mas para orar em prol de seu casamento, para que este ocorra logo. Por fim, uma amiga de Mania que foi deixada pelo marido também se torna uma das passageiras. Todos os personagens afetam, de alguma maneira, a vida da personagem principal que, por exemplo, passa a ir na mesquita.

Segundo Kiarostami, o filme foi baseado na vida da própria atriz e utilizando pessoas que não eram atrizes profissionais.  As cenas são gravadas apenas com duas câmeras digitais fixas: uma direcionada ao passageiro e outra à motorista. Após cada cena rodada aparece um número, começando no dez e terminando no um, marcando o início de uma cena e, ao mesmo tempo, o fim de outra. Desta forma, o diretor busca intrigar ainda mais o espectador, fazendo com que este imagine o que está por vir. As cenas são demonstradas de forma linear na narrativa, apesar de haver cortes bruscos entre a cena de um passageiro e outro: em uma cena pode ser demonstrado o sol do meio-dia, enquanto em outra já é noite. Além disso, através das câmeras digitais, o diretor busca obter simplicidade e vitalidade em suas cenas., aproximando o espectador da obra.

Em vários momentos há vozes “on” e “off” nas cenas. Como as câmeras utilizadas são fixas, elas estão sempre apontadas para apenas um dos personagens e, como há sempre um diálogo entre eles, muitas das vezes há a voz “on”, que seria a do personagem apresentado na cena, e a voz “off”, que seria a do outro personagem que não está aparecendo no momento.

Para Kiarostami, não é necessário que, por exemplo, seja filmado um carro batido para retratar um acidente e sim que, talvez apenas o som que retratasse este acidente fosse o necessário para fazer com que o espectador entendesse o ocorrido. É o que acontece em Dez. Logo no início do filme, apenas o garoto é filmado, mantendo um diálogo que, pela conversa, entendemos que é com a sua mãe. Porém, enquanto o garoto não sai do carro, a mãe não é filmada, o que faz com que o espectador estimule sua criatividade: como ela é?; que roupas usa?; é ela mesma que está dirigindo o carro?. Este tipo de apresentação dos personagens ainda se mantém ao longo da narrativa.

Apesar de vários acontecimentos terem acontecido na vida de Mania, a última cena é feita com a presença de seu filho Amin como passageiro e ainda apresentando o mesmo problema de rebeldia com sua mãe, o que evidencia o fechamento e o início de um ciclo que Kiarostami dá a liberdade ao espectador de interpretá-lo. 

Com este filme, Kiarostami demonstra suas teorias apresentadas em “A arte da inadequação”: não é necessário que a câmera registre tudo para que haja um cinema de qualidade e é preciso estimular a criatividade do espectador para que o filme torne uma experiência interessante a este e diferente de um espectador para outro, já que cada um possui uma imaginação própria.



Bibliografia

<http://sensesofcinema.com/2003/29/abbas-kiarostami/ten/>. Acesso em: 31 de outubro de 2012.

KIAROSTAMI, Abbas. A arte da inadequação. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs1710200404.htm>. Acesso em: 31 de outubro de 2012. 

Switchfoot – We’re one tonight

http://www.youtube.com/watch?v=Wt35Tdj3hoI

O interessante no vídeo clip da banda Switchfoot é a maneira de como a transição entre as cenas são construídas. O final de cada cena é “fundido” com o início da cena seguinte seja a partir do ângulo , movimento e posicionamento em que a pessoa foi filmada como também a do posicionamento e movimento da câmera que, na maioria das vezes, se dá por meio do travelling.

Le Miroir

http://vimeo.com/45135870

Le Miroir é um vídeo da produtora Ramon e Pedro que conta a vida de uma personagem (desde sua infância até a sua velhice) através do espelho de seu banheiro. O vídeo inteiro é construído a partir de uma câmera (subjetiva) que se posiciona como se fosse o olhar personagem e por esse motivo o movimento de câmera é dado por travelling. Além de ter um roteiro simples, a forma de como o vídeo foi construído e pensando é um tanto quanto incomum. A produtora, ao final encontrou uma solução diferente e única de contar a vide inteira de uma pessoa em um vídeo de apenas poucos minutos com apenas um cenário, um personagem, e uma câmera.

God’s Eye View

http://vimeo.com/31487012

God’s Eye View é uma montagem com cenas filmadas de cima para baixo (plongée) como se fosse uma câmera subjetiva (no ponto de vista) do olhar de Deus. Alguma cenas são filmadas com o movimento de câmera chamada de travelling. O vídeo é interessante, pois causa uma sensação de onisciência e onipresença como se estivéssemos acima de todos e vendo tudo o que está acontecendo “abaixo” de nós.

“O Corpo que Cai” – Decupagem Clássica

Segundo Xavier, a decupagem clássica foi uma libertação do “teatro filmado” que explorou novas formas de construir a montagem de um filme sem quebrar o ritmo lógico da história (2005, p. 28 e 29). No filme “O corpo que cai” (Vertigo), um clássico dos anos 50 dirigido pelo famoso e aclamado cineasta anglo-americano Alfred Hitchcock, é possível observar diversos aspectos característicos desta decupagem. O filme segue uma linha de raciocínio lógico, que apesar de alternar entre diversos tipos de planos (primeiro plano, plano médio, plano geral, plano aberto), ângulos de câmera (diferentes pontos de vista – plongée, contra-plongée, subjetivo), cortes entre cenas (sobreposição, fade out, cortes secos), apresenta ainda assim uma sequência lógica que coopera para o andamento da história.

Após assistir o filme, percebemos que tudo o que se passa no decorrer da trama, seja em aspectos técnicos ou do enredo, acontece por algum motivo relevante para que o andamento da história não seja quebrado.A montagem do filme se dá ao nível diegético. Cortes entre as cenas dados por corte seco, fade out, sobreposição (sendo que os dois últimos sugerem uma passagem de tempo)o movimento de câmera que sempre acompanha o personagem (travelling), a lógica dos movimentos dos atores (suas entradas e saídas), as escolhas de diferentes tipos de planos e ângulos de câmera que são intencionais (ex: muitas das cenas no primeiro plano são utilizadas durante o filme para dramatizar/valorizar a expressão e o sentimento do personagem) não foram selecionados por acaso, mas sim explorados de forma que mantessem a fluidez e a lógica da história. Portanto, percebe-se os recursos utilizados para a montagem do filme seguem um modelo de decupagem clássica, que assim como Xavier afirma “As famosas regras de continuidade funcionam justamente para estabelecer uma combinação de planos de modo que resulte uma sequência fluente de imagens, tendendo a dissolver a “descontinuidade visual elementar” numa continuidade espaço-temporal reconstruída” (2005, p. 32).

A utilização de campo/contra-campo, evidentemente encontrada no filme, principalmente, em cenas de diálogos entre personagens bem como a utilização da câmera subjetiva (câmera assume o ponto de vista do personagem – como na cena em que o detetive John persegue Madeleine com carro e na cena em que John observa Madeleine admirando o quadro de sua ente falecida) também são recursos comumente utilizados na decupagem clássica. ““Um caso de combinação fundamental entre câmera subjetiva e shot/reaction-shot é o do chamado campo/contra-campo, procedimento chave num cinema dramático constituído dentro dos princípios da identificação” (XAVIER, 2005, p. 35).

De acordo com Xavier:

““Este sistema nos fornece um exemplo flagrante do papel da trilha sonora na obtenção dos efeitos realistas e na mobilização emocional do espectador. De certo modo, a sua consolidação e seu refinamento devem-se a sincronização do som com a imagem, uma vez que, no período mudo, a sequência de planos era interrompida pela presença dos letreiros indicadores das falas” (2005, p. 35)

O mesmo pode-se dizer sobre a função da trilha sonora no filme de Hitchcock em que é muito mais do que apenas representativa. As músicas que acompanham as cenas ao desenrolar do filme são em sua maioria sincronizadas com as imagens de modo a dramatizar e causar maior impacto durante um momento específico de uma cena, ora causando mais tensão e suspense (ex: quando John segue Madaleine na igreja), ora exaltando os sentimentos dos personagens (ex: quando John e Madaleine se beijam beira mar).

Assim como a trilha sonora tem um papel importante, os ruídos e sons ambientes também tem uma presença forte no filme. Por mais que aconteça algo a uma certa distância da câmera, percebe-se que os ruídos são altos como se estivem acontecendo próximos de onde o ponto de vista da câmera está (ex: quando Madeleine abre da porta na igreja para se direcionar ao cemitério – nesse momento, a câmera se encontra no ponto de vista de John que está espionando Madeleine de longe, porém o ruído da porta se houve com bastante clareza apesar de estar a uma certa distância), esse recurso, de acordo com Xavier conferem “mais espessura e corporeidade à imagem, aumentando seu poder de ilusão” (XAVIER, 2005, p. 35).

Por fim, percebe-se que o filme “O corpo que cai” de Hitchcock é formado por muitos recursos técnicos que o leva a ser considerado montado a partir da decupagem clássica.

Bibliografia:

XAVIER, Ismael. O discurso cinematográfico. 3. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 2005.MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo: Brasiliense, 2007.

http://vimeo.com/15596222

O vídeo retrata um Festival de Música de Coachella e está vivo em seu site agora www.coachella.com , utilizando o estilo tilt-shift, o diretor nos dá uma composição visual muito interessante, com o movimento de centenas de pessoas, muitas vezes apesar de milhões de pessoas, alguns ficam em evidência, ou eu mesma foquei em pequenos detalhes, como pessoas balançando o pé, que são manias do ser humano.

Além disso, elas parecem miniaturas, como se fossem bonecos. 

Por fim, achei muito interessante o final em que os agradecimentos, é como se fossem elementos do vídeo. 

http://vimeo.com/channels/staffpicks/23785727

O video conta a história de dois amantes tentando se reconectar via mensagem de texto, porém um está se afastando para o bem. É retratada uma realidade sombria e hiperativa entregue como uma narrativa, a imagem dos carros dão a sensação de sempre estar no mesmo lugar, porém o texto mostrando que está em lugares diferentes, tenho a sensação de que a câmera está parada, mas ao mesmo tempo em lugares diferentes, filmando movimentos. A trilha também é muito participativa nas sensações do telespectador, visto que no momento em que a musica aumenta a intensidade, aumenta a velocidade das imagens. Por fim, achei interessante também o fato de ter uma faixa preta bem no meio da imagem, chamando a atenção para ela, porém sem perder a imagem em si. 

1)  http://player.vimeo.com/video/28985614?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0&amp;color=f55b2c%22%20width=%22400%22%20height=%22300%22%20frameborder=%220%22%20webkitAllowFullScreen%20mozallowfullscreen%20allowFullScreen%3E%3C/iframe

Este vídeo mostra o uso de uma tecnologia chamada shift/tilt além de efeitos especiais. Esta técnica produz efeitos fazendo com que lugares, objetos e pessoas reais se pareçam com miniaturas e maquetes. A construção se dá por meio do uso de lentes especiais. Esta técnica ganhou fama mesmo com a aplicação de pós-produção digital, utilizando o Photoshop ou qualquer outro programa de edição de imagens. Os produtores desse filme fizeram o mundo real parecer com uma maquete de brinquedo. Esse filme foi feito para promover o transpote ferroviário Francês.


2) http://vimeo.com/18929809

Este vídeo é um exemplo de como usar as objetos (ruidosos) básicos do seu quarto, de sua sala, enfim, objetos simples, de maneira criativa e sincronizada.

A partir da combinação do ruído de cada um dos objetos, cria-se um sistema musical, com apoio exclusivamente, dos cortes de um objeto (em detalhe) para outro, ou seja, forma uma sincronia entre as variações dos tons musicais com a respectiva imagem do objeto que estará emitindo um ruído.

3) http://vimeo.com/12155835

É um vídeo animado produzido por meio do stop-motion. Se passa em uma praia, o qual por meio de uma conversa pelo papel, dois personagens (boneco de areia e boneco de neve) se comunicam e compartilham uns com os outros por meio do envio de itens em uma garrafa sobre o oceano. Este é o tipo de história que só se pode realmente dizer através de animação que de alguma forma faz com que o assunto ainda mais envolvente e emocionalmente carregado.

 

BRUNA CERASI | GARIMPO AUDIOVISUAL (video3)

"Urban Abstract" como o próprio nome já diz é um curta que trata o tema da cidade de forma abstrata, por meio de efeitos, luzes e sons. Apresenta um gráfico muito interessante e imagens e movimentos icônicos, conseguindo transmitir a essência da vida urbana.

http://www.youtube.com/watch?v=fHprZRs8O34

Abertura do filme o sentido da vida,
Montagens e colagens que representam a letra da música, muitos cortes secos e as imagens sempre dialogando com a musica, de forma direta ou subjetiva.

http://vimeo.com/22564317

Video symmetry,
ótima reunião de diversos vídeos sempre fazendo uma relação direta entre os dois videos mostrados na tela, sempre brincado com a ideia de simetria e oposição, desde a abertura até o final.